Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro

História

A Orquestra de Câmara Theatro São Pedro foi criada em 10 de abril de 1985 para fortalecer ainda mais a tradição musical do Theatro São Pedro, através de uma parceria informal entre a direção do teatro e o Departamento de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) – mais precisamente pelo interesse do violinista e professor Marcello Gershfeld, do professor de regência, Arlindo Teixeira e do maestro José Pedro Boéssio.

A parceria foi feita espontaneamente e motivada, principalmente, pela vontade de criar uma orquestra jovem para atuar no TSP, recentemente reinaugurado. De acordo com a presidente da Fundação Theatro São Pedro, Eva Sopher, o objetivo era dar oportunidade ao jovem estudante de música, para que ele pudesse se apresentar ao público e projetar sua futura carreira. Como a Orquestra não tinha recursos financeiros, os concertos eram realizados às segundas-feiras, dia da folga do teatro, tradição que se manteve até 2014. Desde seu início, a orquestra é mantida somente com apoio da iniciativa privada, sendo a única nestes moldes no país.

Como diretores artísticos e regentes titulares já atuaram na OCTSP os músicos Fredi Gerling (1989/1996) Lutero Rodriguez (1996/2004) e Antônio Carlos Borges-Cunha (desde 2004). A orquestra realizou três turnês internacionais, sendo a primeira na Costa Rica, em 1992. Na oportunidade, representou o Brasil no II Festival Internacional de Música da Costa Rica. Em novembro de 1993, realizou uma turnê pelos Estados Unidos a convite da University of Georgia. Em 1995, tocou em nove cidades da Alemanha, realizando dez concertos e levando em seu repertório, principalmente, a música brasileira.

A OCTSP celebra 30 anos consolidando-se como um dos principais grupos de câmara brasileiro em atividade continuada. Nestas três décadas, tem contribuído de maneira peculiar para a cultura, realizando anualmente três séries de apresentações, além a produção de óperas e balés: os Concertos Oficiais, os Concertos Banrisul para Juventude e os Concertos Populares.

Com estas séries de concertos, acredita-se na conquista de metas que englobam o enriquecimento artístico através da erudição, proposto pelos Concertos Oficiais, o sincretismo musical no encontro do popular com o erudito, nos Concertos Populares, e a socialização da cultura na formação do público infanto-juvenil, nos Concertos Banrisul para Juventude.

No histórico de apresentações da orquestra constam músicos de renome internacional, como: Yara Bernette, Luís Ascot, Ranson Wilson, Yamandu Costa, Nelson Freire, Charles Rosen, Sumi Jo, Ann Schein, Altamiro Carrilho, Nicanor Zabaleta, Zygmunti Kubala, Jean Pierre Rampal e Antonio Meneses. Representam a música popular brasileira, as participações dos solistas Adriana Calcanhoto, Wagner Tiso, Ivan Lins, Joyce e outros.

Como regentes, já passaram pela OCTSP, Arlindo Teixeira, José Pedro Boéssio, Ernani Aguiar, Ayrton Pinto, Lavard Skou Larsen, Fredi Gerling, Lutero Rodrigues e Cinthia Alireti.

Dentre as grandes montagens, destacam-se as óperas La Serva Padrona, de Giovanni Batista Pergolesi, O Barbeiro de Sevilha, de Gioacchino Rossini e O Empresário de Teatro, de Mozart. Outra grande atração foi a Novena à Senhora da Graça, poema bailado para quarteto de cordas, piano e narrador, além de bailarinas e dramatização.